UM LUGAR NO TEMPO
“Um lugar no tempo – largo do Bom Sucesso e largo da Estação” é o penúltimo livro que o professor Lencioni publicou a partir das pesquisas sobre a História da cidade. É o primeiro que trata sobre um lugar específico: o largo do Bom Sucesso, que sofreu grandes transformações principalmente a partir da segunda metade do século XIX, com a construção do ramal ferroviário.
A obra tem 245 páginas, com 10 capítulos, mais a Introdução e a Bibliografia, e foi publicado em 2018 pela J. A. Cursino editores.
Os capítulos estão assim distribuídos: A Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, A construção da Capela, Na linha do tempo, Requien, Largo da Estação, A Estação ferroviária de Jacareí, Marco Zero, Álbum Fotográfico, Notas e Relação dos Vigários da Paróquia.
Em ordem cronológica, o autor vai contando a história de uma paisagem que foi sendo construída e reconstruída ao longo de, pelo menos, dois séculos, desde quando era um terreno praticamente particular, pertencente à família do capitão Custódio Ferreira Braga, até se tornar na praça conde de Frontin, cuja Igreja é muito maior e mais vistosa do que a acanhada capela do passado.
Acompanhando as transformações físicas, também o espaço sofreu inúmeras ressignificações ao longo do tempo, que acabaram alterando a sua nomenclatura. Um dos casos mais conhecidos foi quando já conhecida como praça Conde de Frontin foi alterada para a praça João Pessoa em função do movimento de 1930, uma opção totalmente exótica e nitidamente política. Anos mais tarde, a antiga denominação retornou sem alarde, para não mais ser mudada.
A mudança mais importante, a construção da Estação Ferroviária, muda drasticamente o local e fixa o comércio da cidade, que até hoje se encontra ao seu redor. Ele se expandi mais para a rua barão de Jacareí e além. Outra mudança, a construção da antiga estação rodoviária, ajudou a consolidar aquele espaço tão bem servido de transporte público por um certo tempo.
A decadência de ambos os espaços (rodoviária e estação ferroviária) levou a um novo período de transição, mas que ainda não abalou completamente a presença do comércio que ainda resiste ao seu redor.
Ana Luiza do Patrocínio
Doutoranda em Educação pela Universidade Federal São Paulo