No Acervo do Macedo

Autor da Quinzena:

Pedro Bandeira de Luna Filho faz 80 anos neste mês de março.

Nascido em Santos aos 09 de março de 1942, ele é escritor brasileiro de livros infantojuvenis, E, por este extenso trabalho, recebeu vários prêmios, como o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.

Pedro Bandeira é o autor de literatura juvenil mais vendido no Brasil (vinte e três milhões de exemplares até 2012), além ser especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, o que o faz proferir conferências para professores em todo o país. É autor da série Os Karas, de O Fantástico Mistério de Feiurinha e de A Marca de uma Lágrima, entre mais de 80 títulos publicados e que continuam ainda à venda até hoje.

Além de professor, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas desde 62, Pedro já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando na revista “Última Hora” e depois na editora Abril, onde escreveu para diversas revistas e foi convidado a participar de uma coleção de livrinhos infantis.

Seu primeiro livro foi O dinossauro que fazia au-au, voltado para as crianças, com grande sucesso. Mas foi com A Droga da Obediência, voltado para adolescentes – que ele considera seu público alvo – que ele se consagrou. Este foi seu livro com a maior vendagem de exemplares em todos os tempos.

Desde então, a partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura.

Na FLIJ – Feira Literária de Jacareí, edição 2021, ele particpou, proferindo uma palestra que pode ser encontrada no portal da Secretaria de Educação.

Livro da Quinzena:

O ano de 2022 marca os 450 anos de publicação de Os Lusíadas, obra de poesia épica do escritor português Luís Vaz de Camões.

Ela foi a primeira epopeia portuguesa publicada em versão impressa. Provavelmente iniciada em 1556 e concluída em 1571, foi publicada em Lisboa em 12 de março de 1572, três anos após o regresso do autor do Oriente, via Moçambique.

A obra é composta por dez cantos, 1 102 estrofes e 8 816 versos em oitavas decassilábicas, sujeitas ao esquema rímico fixo AB AB AB CC – oitava rima real, ou camoniana. A ação central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia

por Vasco da Gama, à volta da qual se vão evocando outros episódios da história de Portugal, glorificado o povo português.

Da edição impressa pela primeira vez em 1572 em Lisboa, ou de outras apresentadas com a mesma data mas que podem ter sido impressas nos anos seguintes ainda ao abrigo da mesma licença, subsistem apenas 34 exemplares conservados em três Continentes. E estes exemplares se encontram nos seguintes lugares: Academia Brasileira de Letras, Academia das Ciências de Lisboa, Ateneu Comercial do Porto, Biblioteca José Mindlin (Universidade de São Paulo), Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional de Portugal – Lisboa, Biblioteca Nacional da Espanha – Madrid, Biblioteca Nazionale – Nápoles, Biblioteca Nacional da França, Biblioteca Bodleiana – Universidade de Oxford, Bosch Brazilian Library – Stutgart, Biblioteca Britânica, Casa de Bragança, Universidade Harvard, Lello & Irmãos, Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Universidade de Coimbra, Harry Ransom Humanities Research Center, Universidade do Texas em Austin, The Hispanic Society of America – New York, John Carter Brown Library, Universidade Brown – Providence, Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, Açores.

Fato / Personagem da Quinzena:

Na várzea existente entre os morros do Pão de Açúcar e Cara de Cão, Estácio de Sá, recém-chegado ao litoral sudeste do Brasil para expulsar os franceses que ocupavam o local, fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A região havia sido descoberta no primeiro dia de 1502 por navegadores portugueses que pensaram ter encontrado a foz de um rio, a que chamaram de “Rio de Janeiro”, embora não se distinguisse geograficamente este toponímio na época. De todo modo, foi por esse motivo que, neste ano de 2022, a cidade completa 520 anos de fundação.

Estácio de Sá também acrescentou o cogonome “São Sebastião” para homenagear o rei de Portugal, dom Sebastião, e também para pedir a proteção como padroeiro do santo de mesmo nome – por isso o aniversário da cidade é comemorado em 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Em 1763, por ordem do Marquês de Pombal, a sede do Brasil Colônia foi transferida de Salvador para a cidade, que seria a sede do reino português com a chegada da família real em 1808. O Rio de Janeiro permaneceria como capital do Brasil de 1822 até a inauguração de Brasília em 1960.

 

Garimpando o acervo:

Admirável Mundo Novo (Brave New World em língua inglesa) é um romance escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 e que, portanto, neste ano

completa 90 anos da sua primeira edição. A história se passa em Londres no ano 2540 (632 DF – “Depois de Ford” – no livro), onde o romance antecipou desenvolvimentos em tecnologia reprodutiva, hipnopedia, manipulação psicológica e condicionamento social, que se combinam para mudar profundamente uma sociedade.

O título Admirável mundo novo tem a sua origem no ato V da obra A tempestade de William Shakespeare, quando a personagem Miranda pronuncia o seu discurso: Oh, brave new world that has such creatures in it (Oh, admirável mundo novo onde vivem criaturas assim).

Junto a 1984 (Nineteen Eighty-Four) de George Orwell e Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, é considerado uma das grandes distopias literárias do século XX. O próprio autor respondeu seu livro numa reavaliação dentro de dois ensaios, Regresso ao Admirável Mundo Novo (1958) e A Ilha (1962).

Em 1999, a Modern Library classificou o Admirável Mundo Novo como sendo o quinto em sua lista dos 100 melhores romances de língua inglesa do século XX. Em 2003, Robert McCrum incluiu o livro cronologicamente no número 53 “nos 100 melhores romances de todos os tempos” e a obra foi listada no número 87 na pesquisa “The Big Read” da BBC.

Menu